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As dores na coluna tem solução?

As dores na coluna tem solução"A má postura é apenas uma das causas das dores nas costas, que podem ser indício de problemas bem mais graves. A lombalgia merece atenção para um diagnóstico médico preciso e indicação correta de tratamento".

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% da população têm ou vai ter dor nas costas em algum momento da vida. No Brasil, ela é a maior causa de afastamento do trabalho e a terceira mais frequente de aposentadoria precoce. Conhecidas de forma genérica como lombalgia, cervicalgia ou dor ciática, as dores nas costas merecem atenção para um diagnóstico médico preciso e indicação correta de tratamento.

Embora as causas mais comuns das dores nas costas sejam as hérnias de disco, os desgastes na coluna e as alterações posturais, o diagnóstico deve descartar outras possibilidades.

Vários fatores podem levar às dores lombares e cervicais. A alteração postural é um deles. “Mais de 70% dos pacientes têm o hábito – pela rotina de estudos e trabalho – de ficar muito tempo sentado. Quando você se senta de maneira incorreta, o peso que iria para os músculos acaba sendo jogado em cima dos ossos, ligamentos, tendões e discos. O efeito cumulativo e progressivo dessas alterações na postura – seja quando estamos sentados, ou mesmo na hora de dormir, carregar peso, amarrar o tênis – pode levar ao desgaste”.

É comum ouvir as pessoas queixarem-se de dor na coluna. Elas podem ser consequência de noites mal dormidas, vícios posturais e esforço acima do normal, entre outros. “Em geral são passageiras. Mas, se forem intensas e repetitivas merecem a atenção de um especialista”. Para facilitar a compreensão das dores e suas causas, foram divididas em três segmentos, correspondentes às partes da coluna:

Lombar: localizada acima do quadril;

  •  Dor lombar: está entre as dores que mais acometem o ser humano, perdendo apenas para a cefaleia. Atinge 80% da população adulta com menos de 45 anos. Chamada de lombalgia, afeta a coluna lombar e não é doença, mas um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes.

Dorsal: parte central das costas;

  •  Dor dorsal: menos frequente, apresenta características próprias. A dor acomete a região torácica posterior (região das costas).

Cervical: fica entre a cabeça e o tronco.

  • Dor cervical: é caracterizada por dor e rigidez transitória na região entre o tronco e a cabeça e tem causas diversas. Costuma se manifestar mais em idosos, profissionais que executam atividades braçais ou que adotam vícios posturais.

Ao longo do dia, quantas vezes é preciso sentar, levantar, entrar e sair do carro, carregar sacolas pesadas ou pegar algum objeto que caiu no chão?

Todas essas ações têm como protagonista a coluna. E cada vez que são realizadas de forma incorreta, prejudicam a postura e, consequentemente, a coluna.

Há alguns fatores de risco que colaboram para causar dores na coluna:

  • Excesso de peso


É o maior inimigo da coluna. Ao aumentar 10 quilos do peso adequado, o risco para a coluna aumenta em 25%.

  •  Sedentarismo

A coluna agradece a prática de exercícios. Vários fatores fazem das atividades físicas grandes colaboradoras do corpo. Entre eles: fortalecimento muscular, aumento da flexibilidade e melhora da irrigação sanguínea das fibras musculares da região dorsal.

  • Carregar peso de forma excessiva

Apoiar bolsas ou sacolas pesadas em um só lado do corpo pode agravar as dores na coluna.

  •  Cigarro

Tem substâncias que prejudicam a circulação sanguínea. A menor irrigação dos vasos nos discos vertebrais que protegem a coluna faz com que esses percam a maleabilidade. Como sua função é absorver os impactos que a coluna sofre no dia-a-dia, é como se ficássemos sem nosso “amortecedor” natural.

  •  Idade

É o único fator de risco que não pode ser alterado. As pessoas com mais de 60 anos têm mais chances de sofrerem de dores na coluna. O que pode ser feito é desenvolver a consciência corporal ao longo da vida.

  • Falta de consciência corporal

Saber como levantar da cadeira e da cama, como se sentar adequadamente, como se vestir e até escovar os dentes e cortar os alimentos faz parte da consciência corporal.

  • Reeducação Postural

Adotar hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, manter o peso adequado e não fumar colabora para a saúde da coluna. Entretanto, boa parte das dores é causada por problemas de postura incorreta. Nesses casos, além dos hábitos saudáveis é preciso se valer da reeducação postural.

Conheça algumas dicas para cuidar bem da sua coluna:

  • Sentar-se com conforto

Apoie as costas no encosto da cadeira, de maneira que os joelhos fiquem acima do nível do quadril e os pés fiquem bem apoiados no chão. Se possível, use ainda apoio para os pés e prefira cadeiras com braços, pois não forçam a coluna e facilitam o ato de levantar.

  • Divisão de peso

Na hora de carregar bolsas, malas e pacotes, divida os pesos igualmente nos dois lados do corpo. Levar tudo em um dos braços pode trazer complicações e dores na coluna.

  • Levantamento de objetos

Para levantar qualquer objeto do chão, dobre os joelhos (fique de cócoras). Assim o peso será absorvido pelos músculos das pernas e não pela coluna vertebral. Jamais curve apenas as costas para alcançar e levantar qualquer objeto, mesmo os mais leves.

  • Entrar e sair do carro

Tanto para entrar como para sair do automóvel fique sentado, gire as pernas e o tronco ao mesmo tempo (para dentro ao entrar; para fora ao sair do veículo). É importante evitar torcer as costas.

  • Máximo alcance

Use banco ou escada sempre que o objeto estiver numa altura acima de sua cabeça. Nunca estique as pernas nem force a coluna para alcançar o que deseja.

  • Bem-vestido

Vista as roupas quando sentado. Sua coluna agradece. Calçar meias e sapatos e mesmo vestir uma calça em pé, dobrando-se para frente, pode causar dores nas costas e na região lombar, devido à torção que a coluna precisa realizar.

  •  Tratamentos

É comum utilizar – e até abusar – de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares quando se trata de dores nas costas. Muitas vezes um desses medicamentos pode bastar para conter a dor. Entretanto, o indicado é sempre procurar um especialista: a dor pode esconder algum problema mais sério e, em todos os casos, descobrir sua origem é fundamental para evitar o agravamento da condição.

“A hérnia de disco afeta 5,4 milhões de brasileiros”, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nossa coluna é formada por vértebras. Entre elas, estão os discos, constituídos de cartilagem e minerais, que permitem a mobilidade e amortecem os movimentos. Com o tempo, alguns fatores de risco, como a idade e a hereditariedade; além das alterações posturais, sedentarismo, tabagismo e outros hábitos predispõem uma degeneração do disco. Com o achatamento da coluna, o disco se desloca para trás e lateralmente, comprimindo o nervo. Se for à região lombar, atinge principalmente o nervo ciático. A dor é caracterizada por dormência, formigamento e pode irradiar para as pernas. Se for à região cervical, próxima ao pescoço, pode irradiar para os braços.

O tratamento conservador e não invasivo sempre deve ser tentado antes de um procedimento cirúrgico. “Apenas uma fração de 5 a 15% dos pacientes vai receber a indicação de cirurgia”. “Para mais de 80% das pessoas, o tratamento fisioterápico será suficiente. Mas, se o paciente não responde a ele por mais de seis meses – no caso da dor lombar ou cervical sem irradiação para outros membros do corpo - e após três meses de tratamento da dor com irradiação, pode haver indicação de cirurgia, dependendo do diagnóstico”.

Além da resposta ao tratamento, algumas outras 'bandeiras vermelhas' devem ser consideradas na indicação da cirurgia. “Sinais clínicos como febre e emagrecimento podem ser sinais de algo mais sério, que vai além de uma simples dor lombar. Pode haver até perda de função neurológica, com fraqueza, demência, alterações na destreza e equilíbrio, que são indicativos para pular o tratamento conservador e partir para a cirurgia”.

Tanto a fisioterapia quando as cirurgias direcionadas à coluna evoluíram muito nos últimos anos. Uma das novidades é a mesa de Flexão-Distração para alívio da dor e descompressão discal, indicada para o tratamento de várias patologias, como a protrusão discal. A qual promove a mobilidade, melhora a sobrecarga e a estabilização vertebral, além do fortalecimento da musculatura.

Sendo importante de forma associada, o pilates, a musculação e outras atividades físicas, pois, “a prática esportiva regular é uma grande aliada para prevenir as dores, fortalecer a musculatura prevenindo problemas e, caso ele venha por um fator hereditário, por exemplo, pode ajudar na recuperação mais rápida”. A atividade deve contar com orientação profissional sempre, porque alguns esportes, como a corrida, por exemplo, traz impacto. “Caso a pessoa já tenha uma predisposição ao problema na coluna, ele pode ser agravado se não houver acompanhamento e planejamento do ritmo do treino, com periodização de corrida, caminhada e descanso”.

“Não existe fórmula mágica. Se, mesmo depois do tratamento conservador ou da cirurgia, a pessoa voltar aos velhos hábitos, o mesmo problema pode voltar dentro de dois ou três anos, em um círculo vicioso e muito dolorido, podendo estar presente de forma crônica na vida do paciente. O maior desafio é manter-se bem”.


Fonte: Saúde Plena

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