O QUE É SÍNDROME DA CAUDA EQUINA?
- Doutor Hérnia

- 16 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: há 7 dias

A síndrome da cauda equina pode ser classificada como um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem devido à compressão das raízes nervosas da coluna, gerando formigamentos e incômodos severos, gerando uma grande incapacidade funcional.
De acordo com o fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia, Dr. André Pêgas, essa síndrome acomete a região mais baixa da coluna, por volta da terceira lombar para baixo, gerando uma compressão severa nos pacientes.
“Os sintomas da síndrome da cauda equina costumam incluir paralisias de movimento nos pés, além de formigamento intenso na perna e na região do períneo, entre o ânus e o saco escrotal ou a vagina”, explica.
Ele também cita outros sinais que podem indicar a condição, como incontinência urinária e fecal por esforço, e em casos mais raros, a bexiga neurogênica, na qual o paciente não consegue mais urinar, deixando o líquido preso na bexiga e gerando infecções que podem evoluir até um transtorno renal.
Cautela no diagnóstico
Qualquer patologia ou doença que possa gerar uma compressão nas raízes da coluna pode levar à síndrome da cauda equina.
“Ou seja, pode ser desde uma hérnia de disco grande até tumores dentro da coluna que geram desgaste das articulações”, exemplifica Pêgas.
Ela pode ocorrer também devido ao envelhecimento da coluna com estenose, que é a redução do espaço na região afetada, ou por artrose que pode causar fraturas com deslocamento das vértebras.
Mas além de compreender as causas por trás da síndrome, o fisioterapeuta ressalta a importância de um diagnóstico preciso.
“É importante dizer que a síndrome só deve ser considerada como uma série de sinais e sintomas, e que deve ser dada por avaliação clínica, e não por exames de imagem. Alguns pacientes podem até apresentar o exame e ter a compressão das raízes, mas se não tiverem os sintomas, não possuem a síndrome”, destaca.
Tratamento por causas
A síndrome da cauda equina pode afetar desde pacientes mais jovens por meio de hérnias discais até os pacientes mais idosos pelo desgaste da artrose. Por isso, é necessário avaliar cada caso para saber a melhor indicação de tratamento.
“Em casos de hérnia, a única opção indicada é por meio de cirurgia. Agora, se a síndrome ocorre devido ao desgaste, pode ser que nem mesmo o procedimento cirúrgico surta efeito, por isso, é importante prevenir que o quadro evolua até um estado mais grave”, explica o Dr. André Pêgas.
Na prevenção, o recomendado é seguir com exercícios físicos regulares e optar por hábitos que visem a ergonomia, como manter uma boa postura.









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