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FRAQUEZA NAS PERNAS E LENTIDÃO EM IDOSOS PODEM TER ORIGEM NA COLUNA

Atualizado: há 7 dias


Um estudo publicado em 2025 na revista Scientific Reports  apontou que a dor lombar é a queixa crônica mais comum entre pessoas com mais de 60 anos, afetando 38% dos idosos acompanhados por dois anos consecutivos.

Os pesquisadores observaram que a dor na região lombar tende a coexistir com dor e perda de força nas pernas e quadris, afetando a marcha, o equilíbrio e a capacidade funcional. Os dados reforçam a importância de investigar causas neuromusculares e compressões nervosas da coluna como fator determinante para a fragilidade na terceira idade.

Para o fisioterapeuta Laudelino Risso, CEO da rede de clínicas Doutor Hérnia, o estudo confirma algo que os profissionais da área já percebem na prática clínica: a perda de força nas pernas e a lentidão nos movimentos em idosos muitas vezes têm origem na coluna, e não apenas no envelhecimento natural.

O músculo não perde força apenas por falta de atividade. Quando há uma compressão crônica nos nervos lombares, o estímulo que o músculo recebe é reduzido, e isso provoca perda de tonicidade e enfraquecimento progressivo. É o que chamamos de polineuropatia reacional,  um processo silencioso, mas que compromete a mobilidade e o equilíbrio com o passar dos anos”, explica o fisioterapeuta.

De acordo com o especialista, muitos pacientes deixam de procurar ajuda por não sentirem dor intensa. “A crise aguda desaparece, mas a compressão continua. O nervo vai perdendo condução, e o músculo, sem estímulo, atrofia aos poucos. Quando o idoso percebe, já está com dificuldade de andar, levantar-se ou manter o equilíbrio”, acrescenta.

A boa notícia, segundo Laudelino, é que a fisioterapia tem papel central tanto na prevenção quanto na recuperação desses quadros. “Com uma avaliação adequada e protocolos específicos de descompressão, fortalecimento e reeducação da marcha, é possível recuperar função, reduzir o risco de quedas e devolver autonomia ao paciente”, destaca.

O fisioterapeuta alerta ainda que, diante do envelhecimento da população, o tema precisa de mais visibilidade: “Muitos idosos estão perdendo qualidade de vida por causa de um problema que é tratável. É hora de olharmos para a fraqueza muscular e o desequilíbrio na terceira idade também sob a ótica neurológica e da fisioterapia preventiva”, conclui.


Por Simone Valente
 
 
 

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