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Dor lombar afeta mais mulheres que homens; sobrecarga traz alerta

Pesquisa aponta maior prevalência de dor crônica na coluna entre mulheres; especialistas relacionam quadro a fatores hormonais, sobrecarga física e dupla jornada



A ideia de que a mulher “carrega o mundo nas costas” é simbólica, mas os números indicam que há um peso real por trás da metáfora. No Brasil e no mundo, as mulheres relatam mais dor lombar do que os homens, especialmente na fase da vida em que acumulam múltiplas jornadas, como trabalho formal, tarefas domésticas e cuidados com filhos e familiares.


A dor lombar é atualmente a principal causa de incapacidade no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estimativas globais indicam que 619 milhões de pessoas viviam com o problema em 2020, com projeção de chegar a 843 milhões até 2050, impulsionadas principalmente pelo envelhecimento da população.


Uma análise do estudo Global Burden of Disease, publicada na revista científica The Lancet Rheumatology, confirma um recorte relevante: a prevalência de dor lombar é maior entre mulheres em praticamente todas as regiões do mundo.


Diferença também aparece no Brasil

No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 20,1% das mulheres adultas relatam dor crônica na coluna, contra 15,2% dos homens — uma diferença de cerca de 30%.


Para o fisioterapeuta e osteopata Laudelino Risso, os fatores vão além da biomecânica. Segundo ele, as mulheres passam por variações hormonais importantes ao longo da vida, que influenciam ligamentos e musculatura. “Soma-se a isso a gestação, as mudanças posturais e a sobrecarga física e emocional da dupla jornada. Não é apenas uma questão estrutural, é também social”, afirma.


O fisioterapeuta André Pêgas destaca que o problema costuma ser silencioso. “Muitas mulheres acabam naturalizando a dor porque acumulam múltiplas responsabilidades ao longo do dia. Entre o trabalho, compromissos profissionais e, em muitos casos, demandas maternas, a própria saúde acaba ficando para depois”, diz.


Segundo ele, o risco é que a lombalgia persistente evolua para quadros como protrusão ou hérnia de disco. A hérnia ocorre quando o disco intervertebral sofre degeneração ou deslocamento e pode comprimir estruturas nervosas, provocando dor irradiada, formigamento e limitação funcional. De acordo com os especialistas, a maior parte dos casos responde bem ao tratamento conservador com fisioterapia especializada, especialmente quando o diagnóstico é precoce.


Seis medidas para proteger a coluna

Para reduzir o risco de dor lombar ou evitar sua progressão, os fisioterapeutas orientam medidas práticas que podem ser incorporadas à rotina:


Fortalecer a musculatura do core

O fortalecimento do abdômen profundo, da lombar e dos glúteos ajuda a dar estabilidade à coluna e diminuir a sobrecarga nos discos intervertebrais.


Ajustar a postura no trabalho

Permanecer horas sentada sem apoio adequado aumenta a pressão lombar. Pequenos ajustes ergonômicos, como regular a altura da cadeira e do monitor, podem fazer diferença.


Evitar carregar peso de forma unilateral

Bolsas muito pesadas em apenas um ombro geram desalinhamento corporal e compressão assimétrica da coluna.


Levantar peso da maneira correta

Dobrar os joelhos e manter a coluna alinhada ao pegar objetos no chão protege a região lombar.


Movimentar-se diariamente

O sedentarismo enfraquece a musculatura de sustentação. A prática regular de atividades físicas é apontada como fator de proteção.


Não normalizar dor persistente

Dor que dura mais de duas semanas ou que irradia para as pernas deve ser avaliada por um profissional de saúde. Quanto mais cedo o tratamento, menor o risco de complicações.


No Mês da Mulher, os dados ajudam a transformar a metáfora em reflexão concreta. Se muitas mulheres sustentam múltiplas responsabilidades todos os dias, sustentar dor não deve ser parte natural da rotina. Cuidar da coluna é também preservar autonomia, qualidade de vida e bem-estar ao longo dos anos.


 

 
 
 

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